Leitores me escrevem preocupados com a notícia de que o Senado aprovou em primeiro turno o Projeto de Emenda Constitucional que aumenta o número de deputados federais, para permitir a representação de brasileiros residentes no exterior.
“Se já deixaram de vez o país, se querem ser estrangeiros, por que serem representados no Parlamento?”, me pergunta alguém. Outro quer saber o que esses deputados acrescentariam ao Congresso, já que não podem propor ou decidir nada fora do território nacional. E assim por diante.
Os leitores têm toda a razão de se mostrar indignados e até se poderia alinhar argumentos mais fortes, mas é tempestade em copo d’água. Apesar de aprovada por unanimidade no primeiro turno, deverá ser rejeitada por grande maioria no segundo turno de votação e ser sepultada.
A novidade saiu da cachola do senador Cristóvão Buarque, cujos neurônios há algum tempo entraram em greve. É dele, também, a sugestão de um plebiscito para decidir-se sobre o fechamento do Congresso.
A criação dos novos deputados passou na primeira votação para não trancar a pauta do Senado e permitir a aprovação de novas regras para o pagamento dos precatórios. Nessas circunstâncias, passaria até a revogação da Lei da Gravidade
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quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
O padroeiro do eleitor - Jayme Copstein
Não é de hoje que os leitores perguntam “Quando vai terminar tudo isso”, referindo-se à esbórnia em que se transformou o nosso Congresso, com a falta de escrúpulos de uns e a cumplicidade de outros, escondendo a própria imoralidade em conveniente silêncio.
A resposta mais correta, com a contundência da verdade, foi publicada em dezembro de 2006, em um jornal paulista: “Tudo vai terminar no dia em que os que perguntam votarem com mais critério e consciência”. Na ocasião, o país fervia indignado pelo assalto ao Tesouro que as mesas do Senado e da Câmara Federal haviam praticado.
Muito escândalos depois, o país segue fervendo de indignação, os congressistas continuam assaltando o Tesouro e outra pergunta substitui a primeira: quando o eleitor brasileiro vai votar com critério e consciência para terminar com tudo isso?
A resposta também tem a contundência da verdade – no dia de São Nunca. Porque este é o seu santo padroeiro.
A resposta mais correta, com a contundência da verdade, foi publicada em dezembro de 2006, em um jornal paulista: “Tudo vai terminar no dia em que os que perguntam votarem com mais critério e consciência”. Na ocasião, o país fervia indignado pelo assalto ao Tesouro que as mesas do Senado e da Câmara Federal haviam praticado.
Muito escândalos depois, o país segue fervendo de indignação, os congressistas continuam assaltando o Tesouro e outra pergunta substitui a primeira: quando o eleitor brasileiro vai votar com critério e consciência para terminar com tudo isso?
A resposta também tem a contundência da verdade – no dia de São Nunca. Porque este é o seu santo padroeiro.
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