Cada povo tem o político que merece? Ou cada ovelha têm o tosquiador que elege?
É absolutamente inofensiva e despida de qualquer sentido a reação do eleitor diante da Casa de Mãe Joana em que se transformou o Parlamento brasileiro.
Repetem-se os mesmos desaforos, as mesma piadinhas e mesmíssimas sugestões estapafúrdias de fechamento do Congresso, quando seria o caso de ir para as ruas exigir o fim imediato da patifaria, com a devolução do dinheiro apropriado ou indenização pelos abusos cometidos e, principalmente, a imediata reforma política – voto distrital, eleição também dos suplentes dos senadores e instituição da retomada do mandato, como existe em qualquer país civilizado, para que o povo decida o destino dos corruptos.
Da proverbial carneirice resulta mais tosquia: o presidente da Câmara Federal, ele próprio envolvido na esbórnia das passagens – vai moralizar o “pedaço” aumentando os subsídios dos deputados. Deseja apenas ganhar tempo. Conta com a falta de memória do eleitor e também porque amanhã é outro dia. Vocês sabem... aquele empreguinho, aquela concorrenciazinha...
De fato, cada ovelha tem o tosquiador que elege.
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quinta-feira, 23 de abril de 2009
terça-feira, 17 de março de 2009
O padroeiro do eleitor - Jayme Copstein
Não é de hoje que os leitores perguntam “Quando vai terminar tudo isso”, referindo-se à esbórnia em que se transformou o nosso Congresso, com a falta de escrúpulos de uns e a cumplicidade de outros, escondendo a própria imoralidade em conveniente silêncio.
A resposta mais correta, com a contundência da verdade, foi publicada em dezembro de 2006, em um jornal paulista: “Tudo vai terminar no dia em que os que perguntam votarem com mais critério e consciência”. Na ocasião, o país fervia indignado pelo assalto ao Tesouro que as mesas do Senado e da Câmara Federal haviam praticado.
Muito escândalos depois, o país segue fervendo de indignação, os congressistas continuam assaltando o Tesouro e outra pergunta substitui a primeira: quando o eleitor brasileiro vai votar com critério e consciência para terminar com tudo isso?
A resposta também tem a contundência da verdade – no dia de São Nunca. Porque este é o seu santo padroeiro.
A resposta mais correta, com a contundência da verdade, foi publicada em dezembro de 2006, em um jornal paulista: “Tudo vai terminar no dia em que os que perguntam votarem com mais critério e consciência”. Na ocasião, o país fervia indignado pelo assalto ao Tesouro que as mesas do Senado e da Câmara Federal haviam praticado.
Muito escândalos depois, o país segue fervendo de indignação, os congressistas continuam assaltando o Tesouro e outra pergunta substitui a primeira: quando o eleitor brasileiro vai votar com critério e consciência para terminar com tudo isso?
A resposta também tem a contundência da verdade – no dia de São Nunca. Porque este é o seu santo padroeiro.
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