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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Ditos e achados - Guilherme Fiúza

“Lula é bacana porque é paraíba, Obama é legal porque é preto, árabes são bons porque não são israelenses. O problema é que Bush saiu de cena, e o papel do vilão planetário está fazendo falta. Bonzinhos profissionais como Paul Krugman já não sabem a quem dirigir seus ataques de pelanca.” (Guilherme Fiúza, Coluna Política e tudo mais – http://colunas.epoca.globo.com).

quinta-feira, 26 de março de 2009

Os chifres do cavalo - Jayme Copstein

O presidente Luiz Lula da Silva, cuja informalidade encanta os adeptos, indigna os opositores e diverte a quem já aprendeu a não levar a sério a política brasileira, algumas vezes comete excessos censuráveis.

Ontem, em entrevista conjunta com o primeiro-ministro britânico Gordon Brown, ora em visita ao país, atribuiu a “gente branca e de olhos azuis” a responsabilidade pela crise mundial.

Lula completou o disparate, dizendo que não conhece banqueiros negros ou índios, em uma visão limitada que não é verdadeira nem mesmo em relação ao Brasil e mostra ignorância do sólido sistema financeiros das comunidades negras e indígenas norte-americanas.

É apenas um exemplo. Basta uma pesquisa na Internet para localizar bancos nacionais na África, na Ásia, Oceania, em qualquer país do mundo. Em janeiro deste ano, os ministros das Finanças dos países africanos reuniram-se para estudar a criação do Banco Africano de Negócios, com sede na Líbia, e aqui já temos outro exemplo.

O presidente está procurando é chifre em cabeça de cavalo para desviar a atenção de um tema desconfortável, ao qual jamais se refere – o esbanjamento do seu governo nos anos de vacas gordas, facilmente verificável no aumento da despesa pública, sem que os investimentos essenciais em educação, pesquisa, infra-estrutura e segurança tenham chamado atenção. Teria sido o caminho para criar uma economia minimamente independente, menos vulnerável, não de todo, claro, diante de um mundo globalizado.

No tempo em que dispunha de um Judas para apedrejar diariamente, fosse ou não sábado de Aleluia, Lula se lavava na “crise do Bush”, somando aos desastres bélicos do norte-americano a responsabilidade das falcatruas dos banqueiros de Wall Street, como se ele, Lula, pudesse ser acusado pessoalmente pelas diabruras de Daniel Dantas.

Escapa a esse raciocínio, de atribuir a fantasmas a culpa de nossos pecados, é que o resto do mundo é dependentes da prosperidade norte-americana. Faltou riqueza nos Estados Unidos, faltou no resto do mundo. Não é a primeira vez que acontece – a quebra da Bolsa, em 1930, é uma referência na história das finanças mundiais.

Quem liga a tevê, o rádio, lê jornais ou acessa a Internet, é soterrado em um terremoto de informações pseudoeruditas, seja das autoridades para esconder sua imprudência, seja de analistas improvisados para dissimular a incompetência. Outra pesquisa fácil na Internet mostra que o principal produto de exportação de muitos países é a mão-de-obra.

De novo, ficando em um exemplo, os trabalhadores etíopes nos Estados Unidos remetem anualmente para seus familiares em torno de um bilhão e 200 milhões de dólares, constituindo-se na principal e significativa fonte de divisas para o país.

Todavia, enquanto o presidente, sem que a sua assessoria lhe forneça esses dados para preservá-lo, protagonizava a cenas de mau gosto, no Senado – Comissão de Assuntos Sociais – em reunião presidida pelo senador gaúcho Paulo Paim, o IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas) apresentava novo indicador, o IQD (Índice de Qualidade do Desenvolvimento), considerando dados de produção setorial, massa salarial, confiança dos empresários, investimento estrangeiro, exportações, meio ambiente, pobreza, mobilidade social, desigualdade de renda, desemprego e ocupação formal.

Pelo que foi dito ali, deduz-se que, não arrefecendo a crise mundial, em maio, o Brasil começa a regredir, perdendo as conquistas duramente havidas nos últimos 15 anos. É no que dá quando se desvia o olhar do bem nação para focá-lo exclusivamente nas benesses do poder.

terça-feira, 17 de março de 2009

Lula e Obama - Jayme Copstein

Pode-se conjecturar mil e um itens na pauta do encontro entre Barak Obama e Luiz Inácio Lula da Silva, mas com toda a certeza a substituição da Venezuela pelo Brasil no fornecimento de petróleo aos Estados Unidos foi um deles. Rumores vazados para os jornais e a reação de Hugo Chavez, oferecendo aos russos uma base militar na América Latina às vésperas da viagem de Lula, deram fundamento às suposições.

Veio depois uma desconversa norte-americana a respeito do etanol, assunto destacado como prioritário na pauta de Lula, segundo os jornais. Era tema para muita reflexão, declarou Obama, no jargão diplomático que permite dizer um redondo “não”, através de um “sim” evasivo.

E Hugo Chavez ficou pendurado no pincel porque, afora os imensos custos da empreitada, os russos não mostraram interesse na oferta, cientes das conseqüências de cutucar a onça com vara curta, erro cometido por Bush no fim de seu mandato, pretendendo um escudo anti-míssil no Leste Europeu.

A Venezuela vende aos EUA entre 40 e 70% do seu petróleo, mas as ameaças de Chaves, de “cerrar el grifo del crudo”, não têm o menor sentido: além de representar apenas 11% de todo o petróleo que os americanos importam, o volume maior destina-se a abastecer as quatro refinarias e os mais de 15 mil postos de serviço da PDVSA nos Estados Unidos. É de onde brotam os 80 milhões de dólares diários que mantêm de pé o Tesouro em Caracas.

A substituição não só da Venezuela, mas de parte de outros fornecedores mundiais de óleo cru pelo Brasil é previsível na próxima década, não só pela capacidade de fornecê-lo graças às imensas jazidas detectadas nos últimos anos, mas também pela estabilidade política que permite falar em consolidação da democracia.

Como o dinheiro, matérias-primas não têm ideologia. Os compradores apenas exigem regularidade no fornecimento, duvidoso quando o maior talento do fornecedor é a insanidade – o caso de Chavez.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Por falar em vexames.. - Jayme Copstein.

Renan Calheiros é um dos bravos moralizadores da República. Encarnou o personagem ao se engajou de corpo e alma na cassação de Collor de Mello porque dele não conseguiu apoio para se eleger governador das Alagoas.

Calheiros acaba de eleger o mesmíssimo Collor de Mello para a presidência da Comissão de Infraestrutura do Senado, derrotando Ideli Salvatti, candidata de Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é aliado muito leal. Tudo, naturalmente, sob a tutela de José Sarney, aliado também lealíssimo de Lula, pelo qual já foi chamado de “grileiro do Maranhão”.

Há quem manifeste temores de que Collor esteja retomando a carreira. Se for, que diferença faz? Se corrupção fosse futebol, pelo que cometeu quando presidente Collor só teria lugar em peladas de solteiros contra casados, antes do tradicional churrasco regado a cerveja. Não se surpreendam se, um dia, for convidado de honra da Granja do Torto.