terça-feira, 19 de setembro de 2006

A gangorra - Jayme Copstein

Um dinheiro grosso da Secretaria de Comunikcação da Presidência da República desaparece no superfaturamento de cartilhas que não são impressas. Um dinheiro grosso aparece para comprar um dossiê fajuto contra a oposição.
É como em uma gangorra. Desce aqui, sobe lá. Cai acolá, trepa aqui.
O ministro da Justiça levanta como troféu a ação rápida da Polícia Federal para prender ratazanas miúdas para encerrar prontamente o escândalo. O outro lado da gangorra desce para esconder a participação de habitantes das ante-salas da Presidência da República.
Como sacrifício e martírio só é bonito em biografia de santo, alguém dá o serviço. A gangorra sobe e mostra o envolvimento de gente do alto escalão do governo e da direção do PT: Ricardo Berzoini e auxiliares.
Não há como desviar os olhos do lado baixo da gangorra.
Se as pesquisas mostram favas contadas, por que tamanha calhordice?
Ou será que as favas estão mal contadas?
Quando a gangorra subir, algo deve vir à tona.

Comentários

Rodrigo: A conclusão que cheguei depois dos dois últimos escândalos (compra de dossiês e grampo clandestino nos telefones dos juízes do Tribunal Superior Eleitoral) que aconteceram na campanha eleitoral para presidente é de que toda vez que se acha que já se viu de tudo, é por que vai acontecer coisa ainda pior do que se já viu até agora.


Marcos Ferreto: De quebra surgem depoimentos que alguns deles já praticaram o "serviço paralelo de inteligência" na campanha de 2002, como mostra entrevista do consultor sindical Wagner Cinchetto ao jornal Folha de São Paulo de hoje (21/09).
O pior é ter que escutar que as notícias são "uma tentativa de golpe."

2 comentários:

  1. A conclusão que cheguei depois dos dois últimos escândalos (compra de dossiês e grampo clandestino nos telefones dos juízes do Tribunal Superior Eleitoral) que aconteceram na campanha eleitoral para presidente é de que toda vez que se acha que já se viu de tudo, é por que vai acontecer coisa ainda pior do que se já viu até agora.

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  2. marcos ferreto6:28 AM

    e de quebra surgem depoimentos de que alguns deles já praticaram o "serviço paralelo de inteligência" na campanha de 2002, como mostra entrevista do consultor sindical wagner cinchetto ao jornal folha de s.paulo de hoje (21/09).

    o pior é ter que escutar que as notícias são "uma tentativa de golpe, contra a candidatura de lula".

    são corruptos e incompetentes e ainda abusados, querendo nos chamar de tolos com essas declarações.

    urna eletrônica neles!

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